
Atravesso a praça com pedaladas lentas. As árvores empinam seus galhos carregados de folhas para o azul do céu que não divide seu absoluto com uma nuvem sequer. Está quente e abafado.
Quando acerto a parte central, onde a calçada cede espaço para o chafariz que jaz, seco, veste sua ausência de vida nos azulejos velhos e poeirentos, dois garotinhos cortam meu caminho ingenuamente.
O menor, de uns 6 anos, com a sua franca inocência ainda estampada no face, vem correndo atrás do maior.
- Eu dirijo uma bicicleta que vira moto!! Vvvfvfvfvfvvfffffff.
- Não - responde o maior - não vira moto, é só bicicleta!
Jero Nov. 2011
Pic. Rio do Mel, Mar 2010